terça-feira, 8 de dezembro de 2009
domingo, 6 de dezembro de 2009
O BRASIL NA CONTRAMÃO
Estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros consumam regularmente algum tipo de anfetamina, uma substância proibida ou rigidamente controlada na maioria dos países. No Brasil, a venda é permitida mediante receita médica sujeita a retenção, mas na prática não há controle
• Desde 1998 o uso de anfetaminas cresceu 500% no país
• O consumo no Brasil (9,1 doses por 1 000 habitantes) é 15% superior ao dos Estados Unidos, o segundo colocado no ranking, e quase o dobro do da Argentina, país onde a obsessão por magreza é conhecida internacionalmente
• Mais de 90% dos usuários são mulheres
• A maioria não tem nenhuma indicação médica para o uso de remédios à base de anfetaminas como auxiliares na perda de peso
• Entre 20 e 30 toneladas de matéria-prima para a produção de anfetaminas são fabricadas ou entram no país a cada ano
• 66% dos usuários consomem a substância por mais de seis meses. É o dobro do tempo máximo tolerado pelos médicos
Fontes: Conselho Internacional de Controle de Narcóticos da ONU e Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp
http://veja.abril.com.br/080306/p_078.html
• Desde 1998 o uso de anfetaminas cresceu 500% no país
• O consumo no Brasil (9,1 doses por 1 000 habitantes) é 15% superior ao dos Estados Unidos, o segundo colocado no ranking, e quase o dobro do da Argentina, país onde a obsessão por magreza é conhecida internacionalmente
• Mais de 90% dos usuários são mulheres
• A maioria não tem nenhuma indicação médica para o uso de remédios à base de anfetaminas como auxiliares na perda de peso
• Entre 20 e 30 toneladas de matéria-prima para a produção de anfetaminas são fabricadas ou entram no país a cada ano
• 66% dos usuários consomem a substância por mais de seis meses. É o dobro do tempo máximo tolerado pelos médicos
Fontes: Conselho Internacional de Controle de Narcóticos da ONU e Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp
http://veja.abril.com.br/080306/p_078.html
Anfetamina emagrece mas faz muito mal. Seu consumo cresce no Brasil
Depoimento de quem fez uso de anfetaminas:
"Quando tinha 14 anos, cismei que estava gorda. Uma tia conseguiu a receita de uma fórmula para emagrecer para mim. Fiquei impressionada com o resultado. Nas duas primeiras semanas emagreci 7 quilos, sem esforço. Mas, quando parei de tomar o remédio, engordei tudo de novo e entrei num círculo vicioso. Sabia que aquelas pílulas só me faziam ficar agitada, sem sono e irritada, mas não conseguia largá-las. Há seis meses, queria emagrecer rápido para uma festa e tomei mais um vidrinho. Não adiantou muita coisa e resolvi que seria a última vez. Sei que continuo acima do peso, mas não quero mais estragar a minha saúde. Estou me alimentando melhor, malho todos os dias e decidi que o uso de anfetaminas vai ser o tema da minha monografia."
MARIA RITA BOUHID, 22 anos, estudante de nutrição, 1,67 metro de altura, 80 quilos
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