terça-feira, 22 de setembro de 2009

Anfetaminas e Ecstasy

As anfetaminas e o ecstasy atuam sobre o sistema de recompensa induzindo a liberação maciça de dopamina na fenda, em uma quantidade muito maior do que a observada em estímulos naturais. Ela também inibe a recaptação, mas numa intensidade muito menor, se comparada à cocaína. De qualquer forma, o resultado final é um excesso de dopamina, que será removida com mais dificuldade, deixando-a agir mais tempo sobre os receptores e produzindo efeitos de euforia mais intensos.

FIGURA 4: Uma das diferenças entre o ecstasy e as outras anfetaminas modificadas é sua afinidade pelo sistema serotoninérgico, cuja ação lhe confere suas propriedades alucinógenas. O sistema serotoninérgico está amplamente conectado em todo o sistema nervoso. Os neurônios responsáveis pela produção de serotonina encontram-se agrupados no núcleo da rafe. O ecstasy bloqueia a recaptação da serotonina e a mantém atuando sobre os receptores por mais tempo e de forma intensificada.


O ecstasy, além de atuar diretamente sobre o sistema de recompensa, tem especial afinidade pelo sistema serotoninérgico, de provêm seus efeitos alucinógenos e sinestésicos ("sons têm cores e cores têm sons"). O sistema serotoninérgico, quando estimulado, também atua positivamente sobre o sistema de recompensa, aumentando ainda mais o efeito euforizante produzido por este.

Fonte: Albert Einstein Sociedade Beneficiente Israelita Brasileira: Neurobiologia da dependência química.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Brasil é 3º maior consumidor de inibidores à base de anfetamina

Abuso desses medicamentos e outras drogas sintéticas é preocupante, diz relatório da ONU

- O Brasil é terceiro maior consumidor de reméinibidores de apetite produzidos à base de anfetamina no mundo, segundo um relatório publicado nesta terça-feira pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).

De acordo com a UNODC, entre os biênios de 2000-02 e 2004-06, o consumo deste tipo de estimulantes do grupo anfetamínico (ATS) produzidos legalmente aumentou em 57% nas Américas – de 7 para 11 doses diárias por mil habitantes.

Segundo o relatório, o consumo desses estimulantes foi maior do que a média em países da América do Sul, Central e do Caribe. De acordo com o documento, isso seria resultado da disponibilidade e abuso desses produtos por fontes lícitas.

No Brasil, por exemplo, a anfetamina é a principal substância de diversos remédios para perda de peso e estimulantes, entre eles os conhecidos Anfetramona e Fenproporex, produzidos licitamente e vendidos até pela internet.

“Esse aumento representa um padrão preocupante que indica abuso no número de receitas, o que no passado já foi associado a um risco maior de abuso dos ATS”, diz o documento.

Segundo o documento, o consumo dos estimulantes à base de anfetaminas foi de dez doses diárias por mil habitantes em 2004-06.

Na Argentina – país que ocupa o primeiro lugar neste ranking, seguido pelos Estados Unidos - o consumo foi de 17 doses diárias por mil habitantes.

Drogas sintéticas
O relatório alerta que o consumo de drogas sintéticas como o ecstasy, anfetaminas e metanfetamina, apesar de estáveis na maioria dos países desenvolvidos, aumentou nos países em desenvolvimento, especialmente no leste e sudeste asiáticos e no Oriente Médio.

De acordo com o documento, o consumo permaneceu estável ou apresentou redução em países da América do Norte, Europa e Oceania, mas o problema se espalhou para novos mercados.

A Ásia é responsável por uma grande demanda. Em 2006, cerca da metade dos países asiáticos registraram aumento no consumo de metanfetaminas. No mesmo ano, a Arábia Saudita apreendeu mais de 12 toneladas de anfetamina – o que representa 25% de todos os ATS apreendidos no mundo. Em 2007, esse número subiu para 14 toneladas.

Esses dados refletiram no consumo global anual das drogas sintéticas, que superou o da cocaína e da heroína. Segundo as estimativas da UNODC, o mercado global dos estimulantes sintéticos movimentou cerca de US$ 65 bilhões (R$112 bi).

Ao apresentar os dados em Bangcoc, o diretor da UNODC, Antonio Maria Costa, alertou para o perigo de considerar as drogas sintéticas como “inofensivas” e comentou a transformação no modo de produção desses estimulantes.

“Há uma década, as drogas sintéticas eram uma indústria pequena. Agora, é um grande negócio, controlado por grupos criminosos organizados e que envolve todas as fases do comércio ilícito – do contrabando de substâncias químicas à produção e ao tráfico”, disse Costa.

Prevenção
A divulgação do relatório foi acompanhada pelo lançamento de um novo programa da UNODC para tentar difundir informações sobre os estimulantes do grupo anfetamínico.

Chamado de Monitoramento Sintético Global: Análise, Relatos, Tendências (Smart, na sigla em inglês), o programa será direcionado aos governos – principalmente em países mais vulneráveis – para melhorar a capacidade de coletar, analisar e trocar informações sobre esses estimulantes, seu consumo e rotas de tráfico.

Segundo a UNODC, essas informações poderão ajudar os países a desenvolver programas de prevenção mais eficientes e melhorar o combate à produção dessas drogas.



Fonte: Estadao.com.br - Vida e Saúde.
http:////www.estadao.com.br/geral/not_ger238262,0.htm

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vídeo sobre ECSTASY

Segue o link do vídeo pois, não conseguimos reproduzi-lo para o nosso blog.
O vídeo fala sobre mais uma reportagem da série Drogas - a onda química, o doutor Jairo Bouer fala sobre os efeitos das drogas sintéticas, como o ecstasy.
Este vídeo foi ao ar no programa Fantástico dia 20/02/2005.
É muito interessante espero que gostem.

Link: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM265753-7823-AS+NOVAS+DROGAS+QUE+SAEM+DOS+LABORATORIOS+PARA+AS+PISTAS+DE+DANCA,00.html